Mateus 26

Almeida Antiga - IBC

1 E aconteceu que, havendo Jesus concluído todas estas palavras, disse a seus discípulos:
2 Sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado.
3 Então os principais sacerdotes, e os escribas, e os anciãos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás;
4 e consultaram juntamente para prender a Jesus com dolo, e o matar.
5 Mas disseram: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.

Jesus ungido em Betânia

6 E estando Jesus em Betânia, na casa de Simão, o leproso,
7 veio a ele uma mulher trazendo um vaso de alabastro, de perfume muito precioso, e lhe derramou sobre a cabeça, estando ele assentado à mesa.
8 Quando os discípulos viram isso, indignaram-se, e disseram: Para que este desperdício?
9 Pois este perfume poderia ter sido vendido por muito, e dado aos pobres.
10 Jesus, porém, percebendo isso, disse-lhes: Por que molestais esta mulher? Pois me fez uma boa obra.
11 Porquanto os pobres sempre os tendes convosco; mas, a mim não tendes sempre.
12 Porque derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para meu sepultamento.
13 Em verdade vos digo que, onde quer que for pregado este evangelho em todo o mundo, também o que ela fez será contado para memória sua.
14 Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os principais sacerdotes,
15 e disse: Que me quereis dar, e eu o entregarei a vós? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata.
16 E desde então ele buscava oportunidade para o entregar.
17 E no primeiro dia da festa dos pães ázimos, vieram os discípulos a Jesus, dizendo-lhe: Onde queres que façamos os preparativos para comeres a páscoa?
18 E disse ele: Ide à cidade a um certo homem, e dizei-lhe: O Mestre diz: Meu tempo está próximo; guardarei a páscoa em tua casa com os meus discípulos.
19 E os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara, e prepararam a páscoa.

A última páscoa e a ceia do Senhor. A traição

20 Chegada a tarde, ele se assentou com os doze discípulos;
21 e, enquanto comiam, disse: Em verdade vos digo que um de vós me trairá.
22 E eles, profundamente entristecidos, começaram cada um a dizer-lhe: Porventura sou eu, Senhor?
23 E respondendo ele, disse: O que mete comigo a mão no prato, esse me trairá.
24 Em verdade o Filho do homem vai, conforme está escrito a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do homem é traído! Bom seria para esse homem se não houvera nascido.
25 Também Judas, que o traiu, perguntou: Porventura sou eu, mestre? Disse-lhe ele: Tu o disseste.
26 Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, abençoando-o, o partiu e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo.
27 E tomando o cálice, rendeu graças e o deu a eles, dizendo: Bebei dele todos;
28 pois isto é o meu sangue da nova aliança, o qual é derramado em favor de muitos para remissão dos pecados.
29 Mas digo-vos que, desde agora, não mais beberei deste fruto da videira até aquele dia em que o beba novo, convosco, no reino de meu Pai.
30 E tendo cantado um hino, saíram para o Monte das Oliveiras.
31 Então Jesus lhes disse: Todos vós esta noite vos escandalizareis de mim; pois está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersas.
32 Todavia, após a minha ressurreição, irei adiante de vós para a Galileia.
33 E, respondendo Pedro, disse-lhe: Ainda que todos se escandalizem de ti, eu nunca me escandalizarei.
34 Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que esta noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.
35 Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, não te negarei. E o mesmo disseram todos os discípulos.
36 Então Jesus chegou com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse aos discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar.
37 E levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a se entristecer e a se angustiar muito.
38 Então lhes disse: Minha alma está profundamente triste, até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.
39 E indo um pouco mais adiante, prostrou-se sobre o seu rosto e orou, dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.
40 E vindo aos discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vigiar comigo?
41 Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está disposto, mas a carne é fraca.
42 Retirando-se pela segunda vez, orou, dizendo: Meu Pai, se este cálice não pode passar de mim sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.
43 E, voltando, achou-os dormindo novamente, porque os olhos deles estavam pesados.
44 E, deixando-os, saiu novamente e orou pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.
45 Então voltou para os discípulos e disse-lhes: Dormi agora e descansai. Eis que é chegada a hora, e o Filho do homem é entregue nas mãos dos pecadores.
46 Levantai-vos, vamo-nos; é chegado aquele que me trai.

Prisão de Jesus

47 E estando ele ainda a falar, eis que veio Judas, um dos doze, e com ele uma grande multidão com espadas e porretes, da parte dos principais sacerdotes e anciãos do povo.
48 Ora, o que o traía lhes tinha dado um sinal, dizendo: Aquele que eu beijar, esse é ele: prendei-o.
49 E logo, aproximando-se de Jesus, disse: Salve, Rabi! E o beijou.
50 Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, eles se aproximaram, lançaram mão de Jesus e o prenderam.
51 E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha.
52 Então Jesus lhe disse: Retorna a tua espada a seu lugar; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.
53 Porventura pensas que eu não posso pedir a meu Pai, e ele me mandaria mais de doze legiões de anjos?
54 Como, então, se cumpririam as Escrituras, de que assim convém que aconteça?
55 Naquela mesma hora, disse Jesus à multidão: Saístes com espadas e porretes para me prender, como a um ladrão? Todos os dias eu me assentava convosco, ensinando no templo, e não me prendestes.
56 Mas tudo isso aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Então todos os discípulos, deixando-o, fugiram.

Jesus perante o Sinédrio

57 Aqueles que prenderam a Jesus o levaram ao sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos.
58 E Pedro o seguia de longe até o pátio do sumo sacerdote; e entrando, sentou-se entre os criados, para ver o fim.
59 Ora, os principais sacerdotes, os anciãos e todo o sinédrio buscavam falso testemunho contra Jesus, a fim de o entregarem à morte;
60 e não acharam; e apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas, não acharam. Mas afinal vieram duas falsas testemunhas,
61 e disseram: Este disse: Posso destruir o templo de Deus, e edificá-lo em três dias.
62 Levantou-se então o sumo sacerdote e disse-lhe: Não respondes nada? Que testificam estes contra ti?
63 Jesus, porém, ficou em silêncio. E, respondendo o sumo sacerdote, disse-lhe: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.
64 Disse-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, eu vos digo que, desde agora, vereis o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu.
65 Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que agora ouvistes sua blasfêmia!
66 Que vos parece? E respondendo eles, disseram: É digno de morte.
67 Então lhe cuspiram no rosto e lhe deram murros; e outros lhe deram tapas,
68 dizendo: Profetiza-nos, ó Cristo, quem é que te bateu?

Negação de Pedro

69 Ora, Pedro estava sentado fora, no pátio; e aproximou-se dele uma criada, dizendo: Tu também estavas com Jesus, o galileu.
70 Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes.
71 E saindo ele para o alpendre, outra criada o viu, e disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o nazareno.
72 E ele negou outra vez, com juramento: Não conheço a esse homem.
73 Pouco depois, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Certamente tu também és um deles, pois a tua fala te denuncia.
74 Então ele começou a amaldiçoar e a jurar, dizendo: Não conheço a esse homem. E imediatamente o galo cantou.
75 E Pedro se lembrou da palavra de Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente.

Referências Cruzadas

1 Jo 12:1
2 Mc 14:1; Lc 22:1; Jo 13:1
3 Sl 2:2; Jo 11:47; At 4:25
6 Mc 14:3; Jo 11:1; Jo 11:2; Jo 12:3; Mt 21:17
8 Jó 12:4
11 Dt 15:11; Jo 12:8; Mt 18:20; Mt 28:20; Jo 13:33; Jo 14:19; Jo 16:5; Jo 16:28; Jo 17:11
14 Mc 14:10; Lc 22:3; Jo 13:2; Jo 13:30; Mt 10:4
15 Zc 11:12; Mt 27:3
17 Ex 12:6; Ex 12:18; Mc 14:12; Lc 22:7
20 Mc 14:17-21; Lc 22:14; Jo 13:21
23 Sl 41:9; Lc 22:21; Jo 13:18
24 Sl 22:1; Is 53:1; Dn 9:26; Mc 9:12; Lc 24:25; Lc 24:26; Lc 24:46; At 17:2; At 17:3; At 26:22; At 26:23; 1Co 15:3; Jo 17:12
26 Mc 14:22; Lc 22:19; 1Co 11:23; 1Co 11:24; 1Co 11:25; Mc 6:41; 1Co 10:16
27 Mc 14:23
28 Ex 24:8; Lv 17:11; Jr 31:31; Mt 20:28; Rm 5:15; Hb 9:22; Cl 1:14
29 Mc 14:25; Lc 22:18; At 10:41
30 Mc 14:26
31 Mc 14:27; Jo 16:32; Mt 11:6; Zc 13:7
32 Mt 28:7; Mt 28:10; Mt 28:16; Mc 14:28; Mc 16:7
34 Mc 14:30; Lc 22:34; Jo 13:38
36 Mc 14:32; Mc 14:35; Lc 22:39; Jo 18:1
37 Mt 4:21
38 Jo 12:27
39 Mc 14:36; Lc 22:42; Hb 5:7; Jo 12:27; Mt 20:22; Jo 5:30; Jo 6:38; Fp 2:8
41 Mc 13:33; Mc 14:38; Lc 22:40; Lc 22:46; Ef 6:18
47 Mc 14:43; Lc 22:47; Jo 18:3; At 1:16
49 2Sm 20:9
50 Sl 41:9; Sl 55:13
51 Jo 18:10
52 Gn 9:6; Ap 13:10
53 2Rs 6:17; Dn 7:10
54 Mt 26:24; Is 53:7; Lc 24:25; Lc 24:44; Lc 24:46
56 Mt 26:54; Lm 4:20; Jo 18:15; Zc 13:7
57 Mc 14:53; Lc 22:54; Jo 18:12; Jo 18:13; Jo 18:24
60 Sl 27:12; Sl 35:11; Mc 14:55; At 6:13; Dt 19:15
61 Mt 27:40; Jo 2:19
62 Mc 14:60
63 Is 53:7; Mt 27:12; Mt 27:14; Lv 5:1; 1Sm 14:24; 1Sm 14:26
64 Dn 7:13; Mt 16:27; Mt 24:30; Mt 25:31; Lc 21:27; Jo 1:51; Rm 14:10; 1Ts 4:16; Ap 1:7; Sl 110:1; At 7:55
65 2Rs 18:37; 2Rs 19:1
66 Lv 24:16; Jo 19:7
67 Is 50:6; Is 53:3; Mt 27:30; Lc 22:63; Jo 19:3
68 Mc 14:65; Lc 22:64
69 Mc 14:66; Lc 22:55; Jo 18:16; Jo 18:17; Jo 18:25
73 Lc 22:59
74 Mc 14:71
75 Mt 26:34; Mc 14:30; Lc 22:61; Lc 22:62; Jo 13:38

2 Atenção chamada para o sacrifício. Cristo foi coroado com espinhos. Suas mãos e Seus pés foram perfurados por cravos. Cada passo em direção à horrenda cena foi de intenso sofrimento. Mas era propósito de Deus que fosse dada publicidade a todo o processo, ponto após ponto, cena após cena, e a cada fase da humilhação que levava a outra. Foi determinado que esses eventos ocorressem por ocasião da Páscoa (Ms 111, 1897).
3 Um sacerdócio corrupto. O sacerdócio havia se tornado tão corrupto que os sacerdotes não tinham escrúpulos de se envolverem nos atos mais desonestos e criminosos para realizar seus desígnios. Aqueles que assumiram o ofício do sumo sacerdócio antes do tempo do primeiro advento de Cristo e durante ele, não eram homens divinamente nomeados para esta obra sagrada. Haviam aspirado intensamente ao cargo por amor ao poder e à ostentação. Desejavam uma posição na qual pudessem ter autoridade e praticar a fraude sob um manto de piedade, escapando, dessa forma, de serem descobertos. O sumo sacerdote ocupava uma posição de poder e importância. Era não apenas conselheiro e mediador, mas juiz, e suas decisões eram inapeláveis. Os sacerdotes eram limitados pela autoridade dos romanos e não tinham o poder de executar alguém legalmente. Quem detinha este poder eram os que dominavam sobre os judeus. Homens de coração corrupto buscavam o importante cargo do sumo sacerdócio e, frequentemente, o obtinham por meio de suborno e homicídio. O sumo sacerdote, vestido em seus trajes consagrados e dispendiosos, usando o peitoral sobre cujas pedras preciosas se refletia a luz, tinha uma aparência muitíssimo imponente e despertava admiração, reverência e respeito nas pessoas sinceras e conscienciosas. O sumo sacerdote devia, de maneira especial, representar a Cristo, que Se tornaria sumo sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque (RH, 17/12/1872).
Não era um sumo sacerdote. Com Caifás encerrou-se o sacerdócio judaico. O serviço de culto havia se tornado vil e corrupto; já não possuía qualquer ligação com Deus. A verdade e a justiça eram odiosas aos olhos dos sacerdotes. Eles eram tiranos e enganadores, cheios de tramas egoístas e ambiciosas. Tal ministério já não podia aperfeiçoar ninguém, pois ele mesmo era totalmente corrupto. A graça de Deus nada tinha a ver com isso.
Na realidade, Caifás não era um sumo sacerdote. Usava os trajes sacerdotais, mas não tinha ligação vital com Deus. Era incircunciso de coração. Orgulhoso e despótico, ele provou jamais ter sido digno de usar as vestes do sumo sacerdote. Não possuía autoridade do Céu para ocupar aquela posição; não tinha um só raio de luz vindo de Deus para lhe mostrar qual era a obra do sacerdote ou qual era a razão de o cargo ter sido instituído (RH, 12/06/1900).
6-13 Uma ilustração dos métodos de Deus. Há dádivas que distribuímos proporcionalmente ao caráter e às necessidades daqueles a quem as conferimos. Não muitos dos pobres teriam apreciado a oferta de Maria ou o sacrifício do Senhor, dádiva esta que era a mais elevada que podia ser concedida. Aquele bálsamo era um símbolo do coração transbordante da doadora. Era a demonstração exterior de um amor nutrido pelas correntes celestes a ponto de extravasar. E aquele bálsamo de Maria, que os discípulos chamaram de desperdício, está se repetindo milhares de vezes no coração suscetível de outras pessoas.
O Senhor Deus é generoso em Suas dádivas ao nosso mundo. Pode-se fazer a pergunta: Por que o Senhor mostra tal desperdício, tal extravagância na multidão de Suas dádivas, que não podem ser enumeradas? O Senhor deseja ser tão generoso para com Sua família humana que não seja possível dizer que Ele poderia ter feito mais. Quando Ele deu Jesus ao mundo, deu todo o Céu. Seu amor é sem paralelo; não reteve nada. […]
Para a mente humana, todo o plano da salvação é um desperdício de misericórdia e recurso. Estes são conferidos para realizar a restauração da imagem moral de Deus no homem. A expiação é sobejamente capaz de garantir as mansões do Céu a todos os que quiserem recebê-las. O suposto desperdício de Maria é uma ilustração dos métodos de Deus no plano da salvação, pois a natureza e a graça, que estão mutuamente relacionadas, manifestam a enobrecedora plenitude da Fonte da qual emanam (Ms 28, 1897).
14-16 Não houve um pecado repentino. O amor ao dinheiro no coração de Judas estava crescendo com o exercício de sua capacidade de astúcia. Sua habilidade financeira prática, se exercida, iluminada e moldada segundo o Espírito Santo, teria sido muito útil à pequena igreja e, pela santificação de seu espírito, ele teria tido uma clara ideia das coisas celestiais e um correto discernimento para apreciá-las. Mas estratagemas mundanos eram constantemente acariciados por Judas. Não houve um pecado repentino de sua parte; mas suas tramas astutas e o espírito egoísta e cobiçoso que dele se apossou finalmente o levaram a vender seu Senhor por uma pequena quantia de dinheiro (Ms 28, 1897).
Dois tipos de experiência confundidos por Judas. Há dois tipos de experiência: a aparência exterior e a atuação interior. O divino e o humano estavam atuando no caráter de Judas. Satanás estava trabalhando com o humano, e Cristo, com o divino. O Senhor Jesus ansiava ver Judas se elevar à altura dos privilégios que lhe haviam sido concedidos. Mas o lado humano do caráter de Judas se confundiu com seus sentimentos religiosos, e ele tratou [esses traços humanos] como atributos essenciais. Ao assumir essa posição, deixou uma porta aberta para que Satanás entrasse e tomasse posse de todo o seu ser. Se Judas tivesse praticado as lições de Cristo, teria se entregado a Ele e consagrado o coração inteiramente a Deus; mas sua experiência confusa o estava levando ao erro (Ms 28, 1897).
Uma fraude religiosa. O caso de Judas me tem sido apresentado como uma lição para todos. Judas esteve com Cristo durante todo o período do ministério público do Salvador. Ele tinha tudo o que Cristo podia lhe dar. Se tivesse usado suas capacidades com diligência fervorosa, poderia ter acumulado talentos. Se tivesse procurado ser uma bênção, em vez de ser um homem questionador, crítico e egoísta, o Senhor o teria usado para o avanço de Seu reino. Mas Judas era um especulador. Achava que podia administrar as finanças da igreja e, por meio de sua astúcia nos negócios, obter ganho. Tinha o coração dividido. Amava o louvor do mundo, e recusava-se a renunciar ao mundo por Cristo. Nunca confiou seus interesses eternos a Cristo. Tinha uma religião superficial e, portanto, fazia especulações com respeito ao Mestre e O entregou para os sacerdotes, tendo plena certeza de que Cristo não Se permitiria ser apanhado.
Judas era uma fraude religiosa. Mantinha uma norma elevada para outros, mas ele próprio fracassou completamente em atingir a norma bíblica. Não introduziu a religião de Cristo em sua vida. Quantos hoje estão, como Judas, traindo seu Senhor? Todos aqueles que seguem práticas desonestas nos negócios, sacrificam a Cristo por ganho e revelam uma sabedoria que é segundo a ordem de Satanás. A especulação que busca ganho egoísta não será introduzida na vida daquele que tem a fé que atua pelo amor e purifica a alma (Carta 40, 1901).
Jesus lidou sabiamente com Judas. Quando permitiu que Judas se ligasse a Ele como um dos doze, Cristo sabia que Judas estava possuído pelo demônio do egoísmo. Sabia que este professo discípulo O trairia, mas não o separou dos outros discípulos, mandando-o embora. Ele estava preparando a mente desses homens para Sua morte e ascensão e previu que, se despedisse a Judas, Satanás o usaria para espalhar rumores que seriam difíceis de enfrentar e explicar.
Os líderes da nação judaica estavam observando para ver se achavam algo que pudessem usar para anular o efeito das palavras de Cristo. O Salvador sabia que Judas, se mandado embora, podia torcer e mistificar por tal forma suas declarações que os judeus aceitariam uma falsa versão de Suas palavras. Depois, usariam essa versão para causar terrível dano aos discípulos e para deixar na mente dos inimigos de Cristo a impressão de que os judeus tinham justa razão para tomar a atitude que haviam tomado para com Jesus e Seus discípulos.
Portanto, Cristo não mandou Judas para longe de Sua presença, mas o conservou a Seu lado, onde podia neutralizar a influência que ele pudesse exercer contra Sua obra (RH, 12/05/1903).
26-29 Ver Ellen G. White sobre 1Co 11:18-34, 23-26.
28 O cálice que traz a paz. O sacrifício expiatório é pleno e suficiente. É o novo concerto, selado com Seu sangue, que foi derramado por muitos para remissão de pecados. Foi o que Cristo declarou na última Ceia. Para os que o bebem em fé, há neste cálice uma eficácia que traz a paz e purifica a mente. É o bálsamo de Gileade, que Deus proveu para restaurar saúde e sanidade à humanidade enferma pelo pecado (FV [MM 1959], 301).
31-35 O autossuficiente prossegue em sua suposta força. Muitos se encontram hoje onde Pedro estava quando, cheio de confiança própria, declarou que não havia de negar a seu Senhor. E, por causa de sua autossuficiência, caem presa fácil dos ardis de Satanás. Os que compreendem a própria fraqueza confiam em um poder mais alto que o próprio eu. E, enquanto olham para Deus, o inimigo não tem poder contra eles. Os que confiam em si mesmos, porém, são facilmente derrotados. Lembremo-nos de que, se não dermos ouvidos às advertências que Deus faz, a queda está diante de nós. Cristo não poupará de feridas aquele que se coloca, sem que lhe seja ordenado, no terreno do inimigo. Ele permite que o autossuficiente, que procede como se soubesse mais do que seu Senhor, prossiga em sua suposta força. Então sobrevêm sofrimento e uma vida mutilada, quando não derrota e morte (NAV [MM 1962], 305).
36-46 Satanás procurou esmagar a Cristo. Ante a ideia do caráter atroz da culpa do mundo, Cristo sentiu que precisava Se afastar e ficar só. As hostes das trevas estão ali para fazer o pecado parecer o mais extenso, profundo e horroroso possível. Em seu ódio a Deus, na falsificação do caráter divino, na manifestação de irreverência, desprezo e ódio para com as leis do governo de Deus, Satanás havia feito com que a iniquidade chegasse até aos Céus. Era propósito dele fazer com que a maldade assumisse proporções tão grandes que fizesse a expiação parecer impossível, de forma que o Filho de Deus, que procurava salvar um mundo perdido, fosse esmagado sob a maldição do pecado. A atuação do inimigo vigilante, ao apresentar a Cristo as vastas proporções da transgressão, causou uma dor tão aguda que Ele achou que não poderia permanecer na presença imediata de qualquer ser humano. Não podia suportar nem mesmo que Seus discípulos testemunhassem Sua agonia enquanto Ele contemplava a miséria do mundo. Nem mesmo Seus amigos mais amados deviam estar em Sua companhia. A espada da justiça estava desembainhada, e a ira de Deus contra a iniquidade repousava sobre o substituto do homem, Jesus Cristo, o unigênito do Pai (Ms 35, 1895).
No jardim do Getsêmani, sofreu Cristo em lugar do homem, e a natureza humana do Filho de Deus vacilou sob o terrível horror da culpa do pecado, até que de Seus pálidos e trêmulos lábios arrancou-se o angustioso brado: “Meu Pai, se é possível, passa de Mim este cálice”; mas se não há outro meio pelo qual se possa realizar a salvação do homem caído, então “não seja como Eu quero, mas como Tu queres” (Mt 26:39). A natureza humana teria ali, naquele mesmo momento, morrido sob o horror do senso do pecado, se um anjo do Céu não O tivesse fortalecido para suportar a agonia.
O poder que infligiu justiça retributiva ao substituto e fiador do ser humano foi o poder que susteve e encorajou o Sofredor sob o tremendo peso da ira que devia haver caído sobre o mundo de pecado. Cristo estava sofrendo a morte que havia sido sentenciada aos transgressores da lei de Deus. Coisa tremenda para o pecador impenitente é cair nas mãos do Deus vivo. Isso se prova pela história da destruição do mundo antigo por um dilúvio, pelo registro do fogo que caiu do céu e destruiu os habitantes de Sodoma. Mas isso nunca foi provado em tal extensão como na agonia de Cristo, o Filho do infinito Deus, quando Ele suportou a ira divina por um mundo pecador. Nenhuma tristeza, nenhuma agonia pode se igualar com a que foi suportada pelo Filho de Deus.
O ser humano não foi feito um portador de pecado e jamais conhecerá o horror da maldição do pecado sofrida pelo Salvador. Dor alguma pode ser comparada à dor dAquele sobre quem caiu a ira de Deus com força esmagadora. A natureza humana pode suportar apenas uma quantidade limitada de prova e aflição. O finito só pode suportar o que tem extensão finita e, depois disso, a natureza humana sucumbe. A natureza de Cristo, porém, possuía maior capacidade para o sofrimento; pois o humano existia na natureza divina, e isso criou uma capacidade de sofrimento que permitiu resistir àquilo que era resultado dos pecados de um mundo perdido.
A agonia sofrida por Cristo amplia, aprofunda e expande a concepção do caráter do pecado e da retribuição que Deus trará sobre os que continuarem em pecado. O salário do pecad é a morte, mas o dom de Deus é a vida eterna por Jesus Cristo ao pecador arrependido e crente (PC [MM 1965], 64; Ms 35, 1895).
O Éden e o Getsêmani. São colocados diante de nós o jardim do Éden, com a desobediência, e o jardim do Getsêmani, com a obediência. Que preço enorme foi o daquele ato no Éden! Quanto estava envolvido no ato fatal de comer da árvore proibida! Porém, muitos estão seguindo no mesmo rastro, na desobediência e no afastamento da lei de Deus. Quando as pessoas egoisticamente entram numa rota de desobediência a Deus, seguem em frente sem o perceber. Não calculam qual será o resultado seguro quando entrarem no caminho da tentação, e fazem pouco esforço para resistir, sendo que alguns não fazem esforço algum. Mas, quando for aberto o rolo do livro, e Deus o examinar, Ele verificará que foi negado naquela determinada ocasião e desonrado naquela outra; e, à medida que o rolo for sendo aberto mais e mais, serão revelados os resultados de atos não cristãos. Essas pessoas não se alimentaram da Palavra de Deus; portanto, seus atos não foram resultado de comerem a carne e beberem o sangue do Filho de Deus (Carta 69, 1897).
Comparação cuidadosa. O jardim do Éden, com sua negra mancha de desobediência, deve ser cuidadosamente estudado e comparado com o jardim do Getsêmani, onde o Redentor do mundo sofreu agonia sobre-humana quando os pecados do mundo todo foram depostos sobre Ele (CT [MM 2002], 24).
Adão não parou para calcular o resultado de sua desobediência (Ms 1, 1892).
39 Ver Ellen G. White sobre Rm 8:11.
42 Mais forte do que o desejo humano. A natureza humana de Cristo era semelhante à nossa, e o sofrimento era mais intensamente sentido por Ele, pois Sua natureza espiritual era livre de toda mácula de pecado. Portanto, Seu desejo para a remoção do sofrimento era mais forte do que o que os seres humanos podem experimentar. Quão intensamente a humanidade de Cristo desejava escapar ao desprazer de um Deus ofendido e como Ele ansiava por alívio, é revelado nas palavras: “Meu Pai, se não é possível passar de Mim este cálice sem que Eu o beba, faça-se a Tua vontade.”
Contudo, Cristo não havia sido forçado a dar esse passo. Ele havia considerado essa luta. Para Seus discípulos, Ele havia dito: “Tenho, porém, um batismo com o qual hei de ser batizado; e quanto Me angustio até que o mesmo se realize!” “Esta, porém, é a vossa hora e o poder das trevas.” Ele havia Se oferecido para depor Sua vida a fim de salvar o mundo (ST, 09/12/1897).
43 Representação de uma igreja que dorme. Nesta terrível hora de provação, a natureza humana de Cristo ansiava até pela simpatia de Seus discípulos. Uma segunda vez Ele Se levantou do solo, foi até eles e os encontrou dormindo. Este não era um sono profundo; eles estavam cochilando. Tinham um senso limitado do sofrimento e da angústia de seu Senhor. Com ternura, Jesus ficou ali em pé um momento, olhando para eles com sentimentos mistos de amor e pena. Nesses discípulos que dormiam, Ele viu uma representação de uma igreja que dorme. Quando deviam estar vigiando, estavam dormindo (Sufferings of Christ, 19, 20).
53 A expressão facial dos anjos. Quando estas palavras foram proferidas, o rosto dos anjos se animou. Desejaram nesse exato momento cercar seu Comandante e dispersar a vil turba. Outra vez, porém, a tristeza estampou-se em suas faces ao Jesus acrescentar: “Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?” (VA 197.2).

57 Convicção de Caifás. Contemplando… o Prisioneiro, ele foi tomado de admiração pela nobreza e dignidade de Seu porte. Sobreveio-lhe a convicção de que esse Homem tinha parentesco divino. Logo a seguir baniu desdenhosamente essa ideia (VA 197.3).

Não precisam ser instrumentos da injustiça.
Era Caifás que devia estar no ofício quando o tipo encontrasse o antítipo, quando o verdadeiro Sumo Sacerdote começasse a oficiar. Cada ator na história se encontra em sua sorte e em seu lugar; pois a grande obra de Deus, segundo Seu próprio plano, será executada por pessoas que se prepararam para ocupar posições para o bem ou para o mal. Colocando-se em oposição à justiça, os homens se tornam instrumentos da injustiça. Mas não são forçados a tomar esse curso de ação; não precisam se tornar instrumentos da injustiça, da mesma forma que Caim não precisava (RH, 12/06/1900).
63, 64 Um momento maravilhoso. Esta foi uma das vezes em que Cristo confessou publicamente Sua reivindicação de ser o Messias, Aquele que os judeus há muito aguardavam. Este momento, pejado de resultados tão grandes, foi para Cristo um dos mais maravilhosos de Sua vida. Ele compreendeu que todo disfarce precisava ser removido. A declaração de que Ele era um com Deus precisava ser feita abertamente. Seus juízes olhavam para Ele apenas como um homem, e O consideraram culpado de blasfêmia e presunção. Mas Ele Se proclamou o Filho de Deus. Afirmou plenamente Seu caráter divino diante dos dignitários que O haviam trazido perante seu tribunal terreno. Suas palavras, ditas de maneira calma, mas com consciente poder, mostraram que Ele reivindicava para Si as prerrogativas do Filho de Deus (Ms 111, 1897).
65 As vestes sacerdotais não deviam ser rasgadas. O modelo das vestes sacerdotais foi mostrado a Moisés no monte. Foram especificados todos os artigos que o sumo sacerdote devia usar e a maneira como deviam ser feitos. Essas vestes eram consagradas para um soleníssimo propósito. Por meio delas era representado o caráter do grande antítipo, Jesus Cristo. Elas cobriam o sacerdote de glória e beleza, e tornavam evidente a dignidade de seu ofício. Quando vestido com elas, o sacerdote se apresentava como um representante de Israel, mostrando, por seus trajes, a glória que Israel devia revelar ao mundo como o povo escolhido de Deus. Nada senão a perfeição no vestuário e na atitude, no espírito e na palavra, seria aceitável a Deus. Ele é santo; e Sua glória e perfeição deviam estar representadas no culto terreno. O homem finito poderia rasgar seu próprio coração ao mostrar um espírito contrito e humilde; mas nenhum rasgo devia ser feito nas vestes sacerdotais (YI, 07/06/1900).
Uma aparência exterior. O sacerdócio havia se tornado tão pervertido que, quando Cristo Se declarou o Filho de Deus, Caifás, com pretenso horror, rasgou seu manto e acusou o Santo de Israel de blasfêmia.
Hoje, muitos que alegam ser cristãos estão em perigo de rasgar suas vestes, fazendo uma exibição exterior de arrependimento, quando não têm o coração enternecido e dócil. Por isso é que tantos continuam a fracassar na vida cristã. Exibem uma aparência exterior de tristeza diante do mal; porém, seu arrependimento não é aquele do qual não há necessidade de arrepender-se (VF [MM 1971], 323; RH, 12/06/1900).
O coração de Cristo se rasgou. Quão diferente foi o verdadeiro Sumo Sacerdote do falso e corrupto Caifás! Ali estava Cristo, perante o falso sumo sacerdote, puro e imaculado, sem uma mancha de pecado. Cristo chorou pela transgressão de cada ser humano. Tomou sobre Si até mesmo a culpa de Caifás, conhecendo a hipocrisia que lhe residia na alma, enquanto fingidamente rasgava a veste. Cristo não rasgou Seu manto, mas Sua alma foi rasgada. Sua veste de carne humana se rasgou enquanto Ele pendia da cruz como o portador dos pecados da raça. Por Seu sofrimento e morte foi aberto um novo e vivo caminho (VF [MM 1971], 323; RH, 12/06/1900).
Uma proibição explícita. Era um costume geral que as vestes fossem rasgadas por ocasião da morte de amigos. A única exceção a isso ocorria no caso do sumo sacerdote. Até mesmo Arão, quando perdeu seus dois filhos por não glorificarem a Deus da maneira especificada, foi proibido de mostrar tristeza e luto rasgando as vestes. A proibição era explícita (Ms 102, 1897).
O condenado pronunciou sentença sobre o inocente. Por rasgar assim sua veste com zelo fingido, o sumo sacerdote poderia ter sido levado a julgamento diante do Sinédrio. Fez ele exatamente aquilo que o Senhor ordenara não se fizesse. Achando-se sob a condenação de Deus, pronunciou sobre Cristo a sentença de blasfemo. Realizou todos os seus atos com relação a Cristo como um juiz sacerdotal, como um sumo sacerdote em exercício, mas não havia sido nomeado por Deus para o cargo. A veste sacerdotal que ele rasgou para impressionar o povo, com sua pretensa atitude de horror ante o pecado de blasfêmia, cobria um coração cheio de impiedade (VF [MM 1971], 323; Ms 102, 1897).
Ele estava agindo sob a inspiração de Satanás. Sob a suntuosa veste sacerdotal, estava cumprindo a obra do inimigo de Deus. Isso tem sido feito vez após vez por sacerdotes e autoridades.
A veste rasgada pôs fim ao sacerdócio de Caifás. Por seu próprio ato, ele se desqualificou para o ofício sacerdotal. Após a condenação de Cristo, ficou incapaz de agir sem mostrar uma ira descabida. Sua consciência torturada o castigava, mas ele não sentia a tristeza que leva ao arrependimento.
A religião daqueles que crucificaram a Cristo era uma farsa. As vestes supostamente santas dos sacerdotes encobriam um coração cheio de corrupção, malignidade e crime. Interpretavam que o ganho fosse piedade. Os sacerdotes eram nomeados, não por Deus, mas por um governo incrédulo. A posição sacerdotal era comprada e vendida como uma mercadoria. Foi assim que Caifás obteve o cargo. Ele não era um sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, isto é, por nomeação de Deus. Deixava-se comprar e se vendia para cometer perversidades. Nunca soube o era ser obediente a Deus. Tinha a forma de piedade, e isto lhe dava poder para oprimir (Ms 102, 1897).
67 Extremamente desumano. A plebe ignorante vira a crueldade com que Ele fora tratado perante o concílio, aproveitando-se assim para manifestar todos os satânicos elementos de sua natureza. A própria nobreza e divindade de Cristo os provocara à fúria. Sua mansidão, inocência e paciência majestosas enchiam-nos de um ódio de satânica origem. A misericórdia e a justiça foram calcadas a pés. Nunca foi um criminoso tratado tão desumanamente como o foi o Filho de Deus (DTN 499).
Sustido por força divina. Grande foi a ira de Satanás, ao ver que todos os maus-tratos infligidos ao Salvador não Lhe forçaram os lábios a soltar uma só queixa. Embora houvesse tomado sobre Si a natureza humana, era sustido por uma (DTN 519).
68 Comoção entre os anjos. [V. 68]. Houve comoção entre os anjos. Teriam vindo imediatamente resgatar o Salvador, mas o anjo comandante impediu-os de o fazerem (VA 198.3).
70. Disfarçar é negar. O discípulo de Cristo que, em nossos dias, disfarça sua fé por temor de sofrimento ou ignomínia, nega a seu Senhor tão realmente como o fez Pedro na sala do julgamento (DTN 500).